Depois de fechar 2011 no vermelho, com prejuízo de R$ 2,4 milhões, a Embaré Indústrias Alimentícias S/A, com unidade fabril em Lagoa da Prata, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, encerrou 2012 com um lucro líqüido de R$ 15,6 milhões. Os bons resultados estimularam a empresa a buscar, neste ano, a expansão da capacidade produtiva e prospecção de novos mercados para crescer ainda mais, com investimentos previstos da ordem de R$ 32 milhões.

O bom desempenho da empresa foi reflexo de uma alta de 18,44% nas vendas líquidas frente ao exercício anterior. Segundo o diretor-presidente da empresa, Amilton Antunes, o resultado foi alcançado graças a nova estratégia de crescimento do grupo, de prospecção de novos mercados e melhoria na logística de distribuição.

Entre 2011 e 2012, a empresa adquiriu 60 caminhões para reduzir a necessidade de terceirizados no processo de distribuição dos produtos. Neste ano, o projeto é o de comprar outros 22. Com os veículos próprios, a empresa conseguiu aumentar as vendas em praças como Belo Horizonte e Patrocínio, no Alto Paranaíba. O objetivo agora é o de continuar a expandir a atuação dentro de Minas Gerais.

Leite longa vida – Outra estratégia adotada é a de conquistar mais espaço para produtos menos conhecidos da marca. A linha de leite longa vida, por exemplo, que por enquanto é pouco conhecida em Minas Gerais, é uma das grandes apostas da empresa. O produto entrou no mix de produtos da Embaré em 2011 e, segundo o empresário, já tem impulsionado os resultados da companhia. O objetivo é o de criar uma clientela cativa para o novo leite que alcançou em 2012 uma produção 34% superior ao ano anterior. Espera-se ainda crescer neste ano em 35% a fabricação de leite.

Para Antunes, o momento é favorável para a venda de leite em decorrência da seca que assola grandes países produtores. O resultado esperado é uma redução da concorrência no mercado interno que seria capaz de absorver toda a produção interna, na percepção do diretor-presidente. “O mercado está bastante favorável. A Nova Zelândia, que é grande exportadora, está com dificuldade de produzir por causa da seca e já aumentou o preço em 64%. Do outro lado, tem países como a China que aumentou a demanda por produtos lácteos em 70%.  muita demanda para pouca produção o que nos beneficia”, explica.

Para melhor atender à demanda que tende a crescer, a empresa vai investir R$ 32 milhões neste ano. Além da aquisição des caminhões, os aportes serão destinados à compra de máquinas e, conseqüentemente, ao aumento da capacidade produtiva. Há linhas que deverão ter a produção dobrada ainda neste ano. “São duas linhas em que vamos aumentar a produção em 100%. Mas ainda não posso dizer qual é para não entregar tudo para a concorrência”, afirma Antunes.

As inversões visam também à substituição da matriz energética utilizada pela unidade fabril. A ideia é trocar o petróleo para iniciar a utilização de eucalipto. Além de mais econômica para o grupo, a mudança provocará menor índice de polução. Serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 8 milhões para a alteração.

Com os aportes, a expectativa é de um crescimento superior aos 30% nos lucros da empresa. Atualmente, a Embaré emprega 1.340 pessoas e exporta a linha de doces para 47 países. Caso a estratégia de expansão seja bem-sucedida, a tendência é a de que esses números também sejam revistos.

 

Fonte: Diário do Comércio – Publicada em 28-03-2013