Segundo o diretor presidente do grupo, Hamilton Antunes, nos últimos cinco anos, foram investidos R$ 135 milhões para ampliação da capacidade produtiva e da linha de produtos.

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Em 81 anos de atuação, a Embaré Indústrias Alimentícias S.A, com sede em Lagoa da Prata, Centro-Oeste de Minas Gerais, viu de perto várias crises econômicas e mudou de perfil muitas vezes para se adequar à demanda.

O resultado foi a consolidação de uma empresa com crescimento, mesmo nas mais pesadas recessões. No primeiro semestre deste ano, registrou um faturamento de R$ 581 milhões, o equivalente a uma alta de 19% comparado com o mesmo período de 2015.

Uma das justificativas para o bom desempenho é a diversificação da carteira da empresa. Apesar de ser lembrada principalmente pelas balas de caramelo, que a fizeram famosa em todo o mundo, a Embaré tem um mix completo de produtos lácteos.

Com a marca Camponesa, ela fabrica leite em pó, leite UHT do tipo integral, desnatado e semidesnatado. Todos nas versões normal e zero lactose. Produz ainda leite condensado, creme de leite, manteiga e bebida láctea de chocolate, morango, caramelo e cereais.

Investimentos

Segundo o diretor presidente do grupo, Hamilton Antunes, nos últimos cinco anos, foram investidos R$ 135 milhões para ampliação da capacidade produtiva e da linha de produtos. Parte do grupo zero lactose, por exemplo, ficou completo apenas neste ano.

Quando a empresa entrou no mercado, em 1935, ela fabricava apenas sopa de legumes. Os caramelos foram criados em seguida e, já em 1975, passaram a vender as balas para o Canadá.

De lá para cá, a atuação no mercado externo também aumentou. Hoje, a empresa exporta para 45 localidades em todas as partes do mundo.

Os principais mercados são Rússia, Estados Unidos, Canadá, Coréia do Sul e Paraguai. No primeiro semestre deste ano, foram exportadas 1.700 toneladas, volume 21% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

Mudanças

Não só o perfil da empresa mudou como também o tamanho. Em 1961, quando os atuais controladores do grupo assumiram a empresa, havia 50 colaboradores, hoje possui 1.600.

Além de aumentar a capacidade produtiva da empresa, o investimento feito nos últimos anos a deixou mais sustentável e ecologicamente correta.

Um exemplo é a mudança na matriz energética de petróleo para a lenha. Além disso, passaram a tratar a água utilizada, em um processo de reaproveitamento.

As mudanças fizeram com que a empresa conseguisse o ISO 22.000, que é uma norma com requisitos para segurança alimentar. “Com essa certificação, estamos na expectativa de aumentar as vendas para o mercado externo porque tem países que levam isso muito a sério”, afirma.

Antunes aponta como maior desafio para os próximos anos um aumento das “praças” de atuação. “Quanto mais praças atendermos, menos suscetíveis aos problemas dos diferentes mercados estaremos. A Rússia, por causa do problema que teve com a Ucrânia, reduziu muito as compras das nossas balas”, afirma.

Existe ainda um projeto para ser colocado em prática, a longo prazo, de construir uma nova unidade. Alguns estudos de mercado já foram feitos e há uma estimativa de gastos da ordem de R$ 180 milhões. Mas, como a unidade atual acabou de receber investimentos, esse projeto ainda não tem data definida.

Fonte: Hoje em Dia