A Prefeitura de Lagoa da Prata e a Embaré estudam a possibilidade de permutar dois terrenos que, na visão das duas instituições, seria vantajosa para ambas as partes. O Município repassaria à empresa um terreno onde existe uma pequena via que liga a Rua José Bernardes Lobato e Rua Olegário Maciel, com a área de 360 metros quadrados. Em contrapartida, a Embaré repassaria ao Município um terreno 2.180 metros quadrados que fica ao lado do Conjunto Habitacional Maria Clara Luciano Henriques. A Prefeitura pretende anexar este terreno a um loteamento do município para construir 252 casas populares, que já estão liberadas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal.

Pequena via pode ser permutada com o Município, que pretende construir 252 casas populares em um terreno que receberia em troca e seria anexado ao novo loteamento.

De acordo com o vice-presidente da Embaré, Alexandre Antunes, a empresa já adquiriu os imóveis localizados em frente e ao lado da portaria, de modo que não haverá prejuízo para o traçado da pequena via, uma vez que ela será deslocada a poucos metros acima do local original.

A Câmara Municipal está analisando o projeto. Se for aprovado, possibilitará à empresa a ampliação da área industrial e o aumento da produção do leite longa vida. Com o novo espaço, a Embaré irá aumentar a área do pátio interno para os caminhões e irá instalar uma caldeira, dentro de um galpão fechado, que atenderá à duplicação da produção atual do leite.

Outro benefício, segundo o executivo da empresa, é com relação ao meio ambiente. Hoje, a Embaré gasta R$ 16 milhões/ano na queima de combustível fóssil nas caldeiras. Com a aprovação do projeto, a indústria vai utilizar combustível renovável originada do cavaco (lenha picada proveniente do eucalipto), gastando em torno de R$ 8 milhões/ano.

O vice-presidente da Embaré, Alexandre Antunes, concedeu uma entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade e Portal TV Cidade:

Quais são as vantagens dessa troca de terrenos?

Alexandre Antunes: O grande beneficiário no nosso ponto de vista é o Município pelo fato de deixarmos de queimar um combustível fóssil por um combustível renovável. Além de toda a geração de emprego que vamos trazer.

Como a empresa pretende utilizar o terreno que está pleiteando?

Alexandre Antunes: Não é só para caldeira. Vai ser também para ampliar o pátio interno de caminhões da empresa, que possibilitará tirar caminhões da rua. Estamos pleiteando 360 metros quadrados, que vai ser permutado por outro terreno de 2.180 metros quadrados para ser anexado ao novo loteamento das casas populares. Foi feita uma avaliação e a Embaré vai reembolsar a Prefeitura com a diferença de R$ 8 mil.

Quais os riscos que estas potentes caldeiras podem oferecer a áreas residenciais?

Alexandre Antunes: Existe um mito sobre isso. A Embaré tem caldeira desde 1948. Nunca houve nem sinal sobre acidentes nesse tipo de equipamento. É muito mais segura do que uma panela de pressão caseira. O equipamento é de última geração, que está sendo exportado para a França e Inglaterra. É o que há de mais moderno no mundo. Super seguro e silencioso. Vai ser instalada dentro de um galpão fechado. A segurança é 100%.

Existe a possibilidade concreta de a indústria ser transferida para outra cidade?

Alexandre Antunes: Convite a empresa sempre tem. O que recebemos mais contundente é da prefeitura de Pompéu, que quer que a gente monte uma indústria lá. Mas isso não é intenção da empresa. Queremos ficar em Lagoa da Prata. A Embaré sempre trabalhou de uma forma muito consciente. Sabemos que estamos inseridos no Centro da cidade, mas sempre buscamos uma solução que atenda todas as partes envolvidas sem causar prejuízo a ninguém.

Como está a situação financeira da empresa?

Alexandre Antunes: O país está no princípio de uma recessão. Enquanto houve uma queda de 2,5% na indústria, a Embaré cresceu nesse primeiro trimestre em torno de 30% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Fonte: Jornal da Cidade – Publicada em 15/04/2013